Chuva traz alívio após semana marcada por incêndios no cerrado de Santo Antônio do Leverger
Santo Antônio do Leverger viveu dias de tensão na última semana. O clima extremamente seco, típico do cerrado mato-grossense nesta época do ano, favoreceu a formação de inúmeros focos de incêndio que avançaram rapidamente pela vegetação. Moradores relataram fumaça constante, queda na qualidade do ar e a sensação de que qualquer faísca poderia desencadear um novo desastre ambiental.
A combinação de baixa umidade, ventos fortes e calor intenso colocou o município em estado de alerta. Brigadistas voluntários e equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam de forma contínua para conter as chamas, muitas vezes enfrentando áreas de difícil acesso e condições adversas. Em algumas comunidades rurais, produtores chegaram a formar mutirões improvisados para proteger propriedades e animais.
Conforme imagens do site G1 Notícias e RDNews, portal de notícias do Mato Grosso.

Mas o cenário mudou na quinta-feira. Uma chuva inesperada — ainda que breve — trouxe o alívio que a população aguardava. O volume não foi alto, porém suficiente para reduzir a propagação dos incêndios, melhorar a visibilidade e derrubar a poeira que pairava sobre a região. Para quem acompanhou os combates ao fogo, a sensação foi de “semana salva”.
Imagem: incêndio Morro de Santo Antônio (Fonte:RDNews)
Especialistas lembram que, embora a chuva tenha amenizado a situação, o risco permanece. O período seco ainda não terminou, e o solo continua suscetível a novos focos. A recomendação é que moradores evitem qualquer prática que possa gerar faíscas, como queimadas domésticas, descarte inadequado de bitucas de cigarro ou uso de máquinas que produzem calor excessivo próximo à vegetação.
A chuva trouxe esperança, mas também reforçou a necessidade de vigilância constante. Em Santo Antônio do Leverger, a população sabe que o cerrado é resiliente — e que cada gota de água faz diferença quando o fogo ameaça avançar.
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