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Pesquisa mostra avanço de Pivetta e mudanças no cenário eleitoral de Mato Grosso

pesquisa governador mato grosso setembro

A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas sobre a sucessão ao Governo de Mato Grosso apresenta um cenário diferente daquele observado nas primeiras rodadas do ano. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece na primeira posição no principal cenário estimulado, com 42,4% das intenções de voto, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) registra 29,6%. Doutora Natasha (PSD) aparece em seguida, com 13,5%.

Os demais candidatos testados obtiveram percentuais inferiores a 1%: Sargento Laudicério aparece com 0,8%, enquanto Mauricio Coelho e Rafaell Milas registram 0,4% cada. Outros 7,1% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, votariam em branco ou anulariam o voto. Outros 5,8% não souberam ou não quiseram opinar.

Imagem1 - Pesquisa Eleitora para Governo de Mato Grosso 1º Turno - CNN Brasil

Distância entre os dois primeiros aumenta

Mais do que a fotografia atual, a comparação com levantamentos anteriores permite observar a movimentação do eleitorado. Em agosto, Pivetta tinha 39% e Wellington Fagundes aparecia com 35%. Na rodada seguinte, os números passaram para 40,8% e 30%, respectivamente. Agora, Pivetta chega a 42,4%, enquanto Fagundes registra 29,6%.

Com isso, a diferença entre os dois primeiros nomes passou de 4 pontos percentuais em agosto para 12,8 pontos nesta rodada. No mesmo período, Doutora Natasha também apresentou crescimento: saiu de 8,7% no levantamento de agosto para 13,5% no atual.

A pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados previamente ao entrevistado, acrescenta outro elemento à análise. Nesse formato, 27% citaram Pivetta, contra 14% de Fagundes e 4,7% de Doutora Natasha. Entretanto, 47,6% dos entrevistados não souberam ou não opinaram, enquanto 5,9% disseram não ter candidato, votar em branco ou nulo.

Isso significa que, apesar de Pivetta também aparecer à frente na lembrança espontânea, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não apresentou uma escolha definida nesse formato de pergunta.


Segundo turno mantém vantagem numérica

Quando a pesquisa reduz a disputa a Pivetta e Fagundes, o governador aparece com 49,1%, enquanto o senador soma 37,4%. Outros 7,7% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

O histórico apresentado pelo próprio levantamento mostra uma mudança significativa nesse cenário. Em dezembro de 2025, Fagundes aparecia com 48,6%, contra 32,8% de Pivetta. Em agosto de 2026, os números passaram a 44,3% para Pivetta e 40,8% para Fagundes. Na rodada seguinte, Pivetta chegou a 47,2%, contra 38,3% de Fagundes. Agora, o governador registra 49,1%, enquanto o senador tem 37,4%.

A série, portanto, mostra uma alteração na distribuição das intenções de voto ao longo dos levantamentos realizados pelo instituto. Como se trata de pesquisas diferentes realizadas em momentos distintos, os números devem ser interpretados considerando as respectivas margens de erro e condições de cada levantamento.

Imagem2 - Pesquisa para Governador de Mato Grosso 2º Turno


Rejeição revela outro aspecto da disputa

O levantamento também perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum, permitindo mais de uma resposta. Nesse quesito, Wellington Fagundes aparece com 26,8%, seguido por Doutora Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%.

Sargento Laudicério aparece com 14,2%, Mauricio Coelho com 9,6% e Rafaell Milas com 9,5%. O número de entrevistados que não soube ou não opinou caiu para 11,5%, enquanto 10% disseram que poderiam votar em todos os nomes apresentados.

A evolução histórica também mostra redução do grupo que não soube responder à pergunta: eram 19,1% em agosto e 17,7% na pesquisa seguinte, chegando agora a 11,5%. A rejeição de Fagundes, por outro lado, passou de 25,7% nas duas rodadas anteriores para 26,8%. A de Pivetta passou de 16,3% para 19,3% e agora 19,6%.



Aprovação do governo acompanha desempenho eleitoral

Outro dado relevante está na avaliação da administração estadual. A gestão de Otaviano Pivetta é aprovada por 71,7% dos entrevistados, enquanto 22,6% afirmam desaprová-la. Outros 5,7% não souberam ou não opinaram.

Na avaliação qualitativa, 16,9% classificam a administração como ótima e 37,9% como boa. Somadas, as duas avaliações positivas chegam a 54,8%. Outros 26,7% consideram a administração regular, enquanto 7,4% a classificam como ruim e 7,9% como péssima.

Também nesse quesito há uma evolução em relação às rodadas anteriores. A aprovação passou de 69,5% em agosto para 70,2% na pesquisa seguinte e chegou a 71,7% agora. No sentido contrário, a desaprovação caiu de 23,3% para 23,4% e, posteriormente, para 22,6%.



Diferenças entre os grupos de eleitores

Os números não são uniformes entre todos os segmentos pesquisados. No cenário estimulado de primeiro turno, Pivetta chega a 46,6% entre os homens e 38,4% entre as mulheres. Entre os eleitores com ensino superior, registra 46,5%, enquanto Fagundes aparece com 24,6% nesse grupo.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, entretanto, Fagundes alcança 34,3%, contra 37,6% de Pivetta. É também nessa faixa que a diferença entre os dois primeiros candidatos fica mais estreita. Já entre os eleitores de 35 a 44 anos, Pivetta chega a 45,6%, enquanto Fagundes marca 26,9%.

No cenário de segundo turno, a pesquisa registra 41,6% para Pivetta e 44,9% para Fagundes entre os eleitores de 16 a 24 anos. Entre os eleitores com ensino superior, os percentuais são de 53,7% para Pivetta e 33,6% para Fagundes.

Os dados mostram, portanto, que a fotografia estadual esconde diferenças importantes de acordo com idade, gênero, escolaridade e participação na população economicamente ativa.



Senado apresenta cenário próprio

A pesquisa também mediu a disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado. Como cada entrevistado poderia indicar até dois nomes, os percentuais não devem ser somados como se representassem uma única escolha.

No cenário estimulado, Mauro Mendes aparece com 52,3%, seguido por Janaina Riva, com 32,4%. Zé Medeiros registra 23,1%, Fávaro aparece com 18,9% e Pedro Taques tem 15,9%. Os demais candidatos ficam abaixo de 4%.

A comparação com as pesquisas anteriores mostra que Mauro Mendes permanece em 52,3%, depois de ter registrado 55% na rodada anterior. Janaina Riva passou de 31,5% para 32,4%; Zé Medeiros avançou de 21,4% para 23,1%, enquanto Fávaro passou de 16,6% para 18,9%.



O que os números acrescentam ao retrato da eleição

A principal informação adicional proporcionada pelo levantamento não está apenas na vantagem registrada no cenário estimulado, mas na combinação entre três indicadores: intenção de voto, rejeição e avaliação da administração estadual.

Pivetta aparece à frente nos cenários testados para o governo e, simultaneamente, sua administração apresenta 71,7% de aprovação. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que 19,6% afirmam rejeitar o governador, enquanto 26,8% declaram rejeitar Fagundes. Esses indicadores medem coisas diferentes: aprovação da administração não equivale automaticamente a intenção de voto, assim como rejeição não determina, isoladamente, o resultado eleitoral.

Outro ponto relevante é a quantidade de eleitores ainda sem uma escolha espontânea. Quase metade dos entrevistados, 47,6%, não apresentou espontaneamente um nome para o governo. Isso indica que os percentuais atuais representam um retrato do eleitorado no período da coleta, e não um resultado eleitoral antecipado.

A pesquisa foi realizada entre 15 e 17 de setembro de 2026, com 1.352 eleitores em 50 municípios de Mato Grosso. A amostra possui nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais. As entrevistas foram presenciais e domiciliares, e o levantamento informa que pelo menos 30% dos questionários foram auditados.

Assim, a fotografia eleitoral de setembro apresenta Pivetta numericamente à frente nos cenários de primeiro e segundo turno testados, Fagundes como segundo nome na disputa e Natasha em terceiro no primeiro turno. Mas, além dos percentuais, a pesquisa revela uma eleição em movimento: há mudanças na série histórica, diferenças relevantes entre grupos de eleitores, variação nos índices de rejeição e um nível expressivo de eleitores que ainda não manifesta espontaneamente uma preferência.


Fonte: Pesquisa Eleitoral | MT-09335/2026

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